Como fazer escolhas?

Durante diversos momentos em nossas vidas nos perguntamos o que devemos fazer ou qual caminho a seguir. Essas dúvidas geram um sentimento de angústia e ansiedade, porque as incertezas representam que em algum momento temos que tomar uma decisão e que essa decisão trará consequências à nossa vida. Fazer escolhas faz parte da nossa vida e precisamos aprender a fazê-las de forma mais consciente.

Fazer escolhas de forma consciente pode reduzir os riscos e nos deixar mais realizados.

Nosso passado tem influência

Nossas experiências de vida desde muito pequenos influenciam em quem somos hoje. Por que existem pessoas mais arrojadas e pessoas mais conservadoras? Será apenas uma questão de “personalidade”? O arriscar ou não colocar “o dedo na tomada” ou o arriscar ou não pular do parquinho, são tipos de comportamentos naturais que qualquer criança tem por não ter noção das consequências, entretanto como nossos pais/cuidadores reagem a essa situação e a diversas outras situações da nossa vida influenciam em como tomaremos atitudes futuras: “Será que vale a pena arriscar?”, “E se eu me machucar?”, “E se eu cair?”.

Arrojado ou conservador?

Nesse momento, muitos de vocês podem estar se questionando sobre o que tem haver nossas experiências enquanto crianças e nossas tomadas de decisão enquanto adultos? Os educadores mais conservadores e protetores tendem a limitar experiências em que a criança possa se desenvolver. Por outro lado, os responsáveis em que permitem que a criança arrisque (com cuidado e precaução) tendem a desenvolver nas crianças um perfil mais arrojado. O que é certo ou errado? Qual o melhor tipo?

Não existe certo ou errado quando se trata do jeito de ser e sim como você tem usado as suas características ao seu favor. Em que as suas características estão te prejudicando? Como flexibilizar mais no nosso jeito de ser? Como arriscar reduzindo os riscos? A todo o momento temos que escolher, porém, algumas escolhas são mais simples e outras mais complexas. O novo sempre tende a ser incerto, o que nos traz algum nível de insegurança e a sensação das coisas estarem fora do nosso “controle”. Desde muito novo questões costumam aparecer e quanto mais novas situações vivemos, mais complexas tendem a serem nossas escolhas.

Qual a melhor escolha?

Questões relacionadas a escolhas profissionais ou questões pessoais surgem dia a dia, tais como: Qual profissão quero seguir? Qual faculdade escolher? Qual área seguir dentro da minha formação? Quando sair do meu emprego? Por que esse emprego? Fazer especialização, Pós-graduação ou MBA? Onde vou morar? Quando sair de casa? É o momento de casar? Devo namorar? O que comer hoje? Começar a academia? Comprar algo? Estou indo pelo caminho certo? Estou dando o meu melhor? Arriscar ou não arriscar? Ir ou não ir? Entre tantas outras.

Diante de tantas questões, a Psicoterapia busca proporcionar o autoconhecimento às pessoas. Precisamos saber o que é importante para nós, o que gostamos, o que não gostamos, o que queremos, o que esperamos e o que podemos. Para que, assim, possamos esclarecer melhor as opções de escolhas das nossas ações e pensar nas conseqüências do que fazemos. Muitas vezes tomamos decisões de “cabeça quente” sem avaliar o porquê de estarmos fazendo isso. O Psicólogo oferece auxílio no esclarecimento do contexto das escolhas e quais as possíveis consequências, além de elucidar a responsabilização do sujeito sobre as suas escolhas. Afinal, dizer o “sim”, dizer o “não” ou “ficar em cima do muro” são escolhas de mesma proporção que trazem consequências às nossas vidas.

Lembre-se:

Nossa vida é feita de escolhas e o que escolhemos hoje reflete amanhã!

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Imagens: Pinterest

Autora: Psicóloga Camila Reis (CRP 06/112110).