Entendendo a Autoestima

Ouve-se falar de autoestima com frequência. Em relacionamentos, ambiente acadêmico e profissional, nas escolas e em tantos outros lugares. Muitas pessoas falam sobre si e sobre a sua autoestima e conseguem até falar sobre a autoestima do outro. Elas falam de ter autoestima alta, quando, de forma geral são confiantes ou autoestima baixa, quando são inseguras. Mas será que as pessoas sabem como se desenvolve a autoestima?

O que é a autoestima?

A autoestima é um sentimento aprendido e desenvolvido na vida de cada um. Inicia-se na infância, nos primeiros contatos do indivíduo com o seu meio. Ela é produzida por uma história de reforçamento positivo social, em que o outro reforça (elogia, reconhece, dar carinho) não apenas os comportamentos, como o indivíduo em si. Os pais, cuidadores, professores e familiares tem um importante papel no desenvolvimento de uma boa autoestima. Eles interagem com a criança em maior frequência, reforçando criança, independente das suas ações.

Autoestima e felicidade

Dar atenção e afeto as crianças de forma genuína é fundamental para propiciar um bom sentimento de autoestima. Assim como, respeitar as diferenças dos filhos é de extrema importância. Diversas situações cotidianas podem retratar momentos a serem aproveitados pelos pais. Como exemplo, tem-se uma mãe que ao chegar do trabalho, corre para ficar com o filho, sem nem saber se ele fez ou não a tarefa de casa, porque naquele momento não é isso que importa.

Outra situação, um pai que mesmo exausto de uma semana de viagens, faz programação para ficar com o filho no final de semana, deixando claro o quanto vale a pena o esforço. Outra exemplo ainda, que enfatiza o respeito as diferenças entre os filhos, como uma criança que gosta mais de sorvete de chocolate e a outra de morango, os pais sabendo dos gostos, compram dois sovertes com o sabor preferido de cada. Isso mostra que a criança está sendo ouvida e compreendida. Ela se sentirá amada e acolhida.

Aumentando a autoestima

Elogios como: “Você é esforçado”, “Estou com você independente do resultado” são importantes. Além disso, é fundamental deixar claro que vocês, pais, continuam amando os seus filhos, mesmo com a nota baixa. Caso aconteça, é preciso estimulá-los a estudar mais para conseguir atingir o objetivo. Apoio-os. Mostre que ele é capaz e ajude no que for preciso. O reconhecimento do valor da pessoa, independente das suas ações, produzem indivíduos mais seguros. Estas ações não impedem orientações e correções quando a criança se comporta de maneira inadequada. Entretanto, o afeto é importante para que eles cresçam construindo uma boa imagem de si.

O caminho da baixa autoestima

Entretanto, vê-se muito por aí, altos padrões de exigência das famílias que se esquecem de elogiar e reforçar os pequenos. Como exemplo: “Você não vai ter abraço, porque não mereceu hoje”, “Eu não gosto de você porque você tirou nota baixa”, “Você não é um bom aluno”, “você é teimoso”, “você é bagunçado”, “você não é estudioso.”, “você é molenga.” etc. Ações e críticas como estas rotulam e fortalecem comportamentos de insegurança. Como também, demonstram que o afeto só virar se a criança “merecer”.

Ainda que a criança apresente dificuldades, é importante entender o que se passa em cada momento. Conversar, ouvir e principalmente ajudar, pois os indivíduos possuem dificuldades particulares que merecem ser compreendidas. Assim como, possuem habilidades únicas que precisam ser valorizadas. O rótulo com cunho negativo pode tornar um peso para a criança que crescerá se sentindo incapaz e com a convicção de que não pode ser outra coisa a não ser o que foi rotulado.

O sentimento da autoestima

Com o tempo e sucessivos reconhecimentos ou críticas, a pessoa aprende com o outro o autorreconhecimento. Ao se observar e notar as consequências que as suas ações produzem no ambiente, ela passa a se enxergar como tal o que mantém e desenvolve a autoestima. Como falado anteriormente, os elogios, sorrisos, trocas de afeto e outras formas de reconhecimentos são fundamentais para o desenvolvimento de uma boa autoestima. Pode-se imaginar que o reconhecimento do outro possa desenvolver dependência na criança/adulto, no entanto, o efeito é o inverso, pois ao sentir-se amada pelo outro, ela aprenderá a amar a si mesma e passa a não precisar de um outro específico para amá-la.

A autoestima é fundamental para as pessoas. Ter uma boa autoestima é fruto das suas experiências de vida.

Nota-se, portanto, que a autoestima é um sentimento de significativa importância na vida das pessoas, pois ela está inter-relacionada com outros sentimentos e sensações como a segurança, autoconfiança, independência, singularidade, coragem, proporcionando mais atitude e chances de crescimento. Se você é adulto ou adolescente, pode trazer no momento a seguinte questão: “Eu não sou mais criança, e agora? Como melhorar a minha autoestima?”. Esta é uma boa pergunta. A autoestima é um sentimento e como tal pode mudar através das suas experiências de vida e situações a que foi exposto. Existem algumas formas de trabalhar o sentimento da autoestima e o psicólogo tem um importante papel nesse desenvolvimento.

 Veja 5 dicas para o desenvolvimento de uma boa autoestima.

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 Escrito por Psicóloga Camila Reis (CRP 06/112110) em 03/05/2016.