Por que fazer terapia?

Por que fazer terapia?Você até tenta identificar porque chegou nesse estado. É o estresse dia a dia, a ansiedade. As relações no ambiente de trabalho, o chefe que não para de cobrar, a alta expectativa que você tem sobre as coisas também dificulta as coisas. Pode ser também muita autocobrança, o(a) companheiro(a) que só desgasta ainda mais o seu dia. E as birras das crianças? A crise política, o alto preço das coisas, aquela viagem que você queria ir e não foi, aquele carro que você não tem. A doença de um ente querido, a falta de tempo para estar com quem se gosta. É frustração atrás de frustração.

O que leva uma pessoa a fazer terapia?

Algumas vezes você pode se sentir triste e desanimado, e percebe que isso está durando um pouco mais do que deveria. Você tem vergonha de falar para as pessoas mais próximas, sua família e seus amigos. Você até desabafa, mas não consegue mudar a situação. Se vê sem esperanças, sente que as pessoas já não te entendem mais. No meio dessa situação que você nunca tinha se visto, você não sabe o que fazer. Sua autoestima está baixa, a sua autoconfiança também. É tudo novo e bem desanimador, você tenta de um lado e de outro e seu sentimento não muda.

São inúmeros os motivos que podem trazer uma pessoa a fazer a psicoterapia, mas, em geral, busca-se o alívio para algum sofrimento. Certamente, a aflição que é sentida é produto do ambiente no qual se vive, produzindo, dessa forma, sentimentos negativos. Ansiedade, tristeza, angústia, medo, pânico, escolhas confusas são presentes no consultório. Os sentimentos são expressos verbalmente na terapia e cabe ao profissional de Psicologia o acolhimento e a compreensão do que se passa com você nesse momento. Ele irá te escutar e fazer perguntas que te faça refletir sobre o seu dia a dia.

A terapia funciona?

Entretanto, a terapia não é feita apenas de conversas, pois somente o falar não produz mudanças significativas no ambiente. O relato verbal é importante para a identificação das contingências em operação na sua vida, em outras palavras, dos seus padrões comportamentais. Desse modo, o psicólogo buscará identificar as causas (os antecedentes) e as consequências das situações que você relatar. Após as análises de contingências, a psicóloga irá trabalhá-las, por meio de reflexões e procedimentos, como instruções, descrições e análises, que tem como objetivo o desenvolvimento do seu autoconhecimento.

Para Skinner, 1974, p. 31:

“O autoconhecimento é de origem social. Só quando o mundo privado de uma pessoa se torna importante para as demais é que ele se torna importante para ela própria. Ele então ingressa no controle de comportamento chamado conhecimento. Mas o autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma’ por meio de perguntas que lhe foram feitas está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento”.

Assim, com o autoconhecimento se desenvolvendo, estratégias serão ensinadas para que você aprenda a lidar com as dificuldades presentes e aceitar certas condições. Identificará pontos de esquiva de situações. Como também, você vai refletir sobre os seus valores e como eles impactam na sua vida. Você terá oportunidade de aprender a prever e entender determinados comportamentos. Sentindo-se consciente, será capaz de mudar e se adaptar quando preciso for. Você poderá crescer, profissionalmente e pessoalmente, o que proporciona uma sensação de bem-estar, realização e felicidade.

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Fonte: Skinner, B. F. (1974). About Behaviorism. New York: Appleton-Century-Crofts.

Escrito por Psicóloga Camila Reis (CRP 06/112110) em 21/06/2016.

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